sábado, 21 de novembro de 2009

Missão Bíblica Essencial

“Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho leva, e não chega nunca”. Esse dito popular aponta para o fato de que não se obtém êxito sem alvos claros e coerentes. Quando deixamos as coisas correrem livres “para ver como é que fica”, corremos o risco de errar demais ou de acertar de menos. Por isso, é sempre bom buscar o equilíbrio, reavaliando objetivos e fazendo balanço das atividades, para depois retomar compromissos e redirecionar esforços para cumprir a sua missão, quer se trate de um indivíduo, de uma empresa ou da Igreja.

Reavaliar alvos tem a ver com o que o salmista orou: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12). É a coragem para admitir erros e pagar o preço dos acertos que gera a sabedoria de que tanto precisamos para uma vida realmente útil e vitoriosa.

A Assembléia de Deus em Belém se empenha em cumprir sua missão bíblica essencial: Adorar a Deus, Manter comunhão com os irmãos, Evangelizar os povos, Discipular os salvos, eVigiar e Orar até Jesus voltar.

Na sua adoração a Deus, a Igreja precisa voltar à antiga prática de todos os crentes chegarem ao templo e adorarem, logo se ajoelhando em fervente oração, sem que ninguém precise mandá-los orar. Quando há a compreensão de que a oração é um ministério de todos, a adoração melhora. Adorar é como respirar. Sem adoração, a Igreja não é arejada pelo sopro do Espírito e descamba para o formalismo; perde o viço e cai na mesmice, perde o sentido de ser Igreja gloriosa e deixa de ser abençoadora; faz dos seus membros seres opacos, quando deveriam ser luzeiros a iluminar o caminho dos que estão nas trevas do pecado.

A nossa comunhão é gerada no âmbito da adoração a Deus. Ela precisa avançar no cuidado de uns pelos outros, principalmente dos menos favorecidos, fazendo do apoio e socorro aos que sofrem uma expressão do “bom cheiro de Cristo”. Há o desafio de amar a todos indistintamente e dar-lhes o apoio que instila o senso de dignidade de serem co-participantes de uma obra gloriosa cujo destino é eterno.

Adoração e comunhão deságuam na evangelização. É preciso continuar evangelizando, visitando e abençoando as pessoas, como fizeram os primeiros discípulos. É necessário que cada crente compreenda o seu dever de ser uma testemunha: no lugar onde vive, no seu trabalho, junto a seus amigos e familiares. Precisamos compreender isto: melhor nos ouve quem mais nos conhece. E há muitos que foram escolhidos por Deus e precisam ouvir a mensagem para serem salvos.

Uma vez integrados à vida normal da Igreja, estes salvos devem ser ajudados através do discipulado. Pelo número de pessoas que se decidem a Cristo em nossas igrejas, já de muito deveriam transbordar os nossos templos, ou em muito se acentuaria a necessidade de novas construções. Isso aponta para a deficiência do discipulado, pois parece que a porta dos fundos das igrejas é mais larga que a da frente.

Incomoda-nos o fato de não poucos agirem como “sal do sal” e “luz da luz”, sem causarem nenhuma influência fora dos templos, como deveriam, mas apenas parecerem fervorosos e santos dentro deles. Temos a responsabilidade de ser “sal e luz”, tanto no âmbito da igreja como diante do mundo. Mas isso só é conseguido com oração e vigilância.

Quando alguém nega a mensagem que prega ou a desmente pelas suas próprias ações, “o nome de Deus é blasfemado” (Rm 2.24). Incomoda-nos que a fé de muitos seja um tipo de “fé na fé”, ou seja, fé em coisas e pessoas, fé em métodos, fé em obras, não uma genuína e legítima fé simples baseada na Palavra de Deus.

Ao avaliarmos e aprimorarmos os nossos alvos, o cumprimento do IDE de Jesus será muito mais significativo. Mas temos muitas deficiências a serem supridas, pois somos humanos, não somos perfeitos. É por isso que a Igreja é o lugar de receber pessoas emocionalmente quebradas, frustradas, perdidas, sem sentido na vida. É no burburinho do encontro de gente imperfeita que a “multiforme graça de Deus” se torna mais poderosa em sua operação de transformar vidas.

“As portas do inferno não prevalecerão” contra a Igreja de Cristo (Mt 16.18). Temos de agradecer a Deus pela missão cumprida até aqui, pelos alvos alcançados, mas devemos reconhecer que ainda há muito para conquistar. Porém, se descuidarmos, perderemos o passo. Assim, é bom perguntar: será que Jesus pode contar conosco?


Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -
http://www.oliberal.com.br/

Um comentário:

João Emiliano disse...

Excelente artigo, caro pastor-presidente, Samuel Câmara. E, se Vossa Senhoria permite a um novato como eu na fé em CRISTO, uma sugestão, eu escreveria aqui que para uma pregação mais eficaz, é preciso vencer a alucinação que o irracionalismo protestante semeou na Igreja e de outro é preciso vencer a misosofia ou a inimizade a sabedoria que manda e desmanda no mundo atual. É preciso vencer, portanto, também, um dos espinhos da Reforma, que é a "Filosofia" (leia-se misosofia) contemporânea que arrota não haver nada de permanente, eterno e real perante o qual todo homem minimante saudável mentalmente deva prestar contas.

Que DEUS abençoe o seu ministério, caro pastor-presidente Samuel Câmara e eu o abençôo, também. EM NOME DE JESUS e AMÉM! ABRAÇOS FRATERNOS!