sábado, 7 de maio de 2011

Em Nome da Mãe

Desde o início do meu ministério pastoral, sempre procurei falar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Mas agora, sob os auspícios dessa mesma Trindade divina, cuja Palavra tenho obedecido e por ela vivido, procurarei falar “em nome da Mãe” de todas as Assembleias de Deus no Brasil, de quem tenho a honra e a responsabilidade de servir como pastor e líder.

Em primeiro lugar, quero reiterar o convite a todas as igrejas Assembleias de Deus, assim como a seus líderes, para participarem do nosso Centenário. A festa é de todos os que fazem parte desse movimento do Espírito. Entendemos que é a nossa querida Assembleia de Deus no Brasil que está completando Cem anos.

Isso, por si só, merece o nosso interesse e respeito por uma data tão importante, ainda mais pelo fato de honrarmos e agradecermos ao Senhor pela grande vitória de chegarmos até aqui, assim também pela gratidão que podemos e devemos expressar aos inúmeros servos e servas de Deus que ajudaram a construir a nossa história.

Embora a Assembleia de Deus tenha começado em Belém, e seja a Igreja-mãe, não nos achamos melhores que nenhuma outra. Assim como o Jubileu de Ouro foi comemorado em Belém, com desdobramentos das festividades em vários lugares do País, também deve ser com o Centenário. Aqui começou, aqui iniciamos a celebração. Todos são livres para celebrar. Mas ninguém pode ofuscar ou tentar tirar o direito da Igreja-mãe de celebrar essa data com todas as “suas filhas”, as demais Assembleias de Deus.

Em segundo lugar, gostaria de contestar a informação, alegada por alguns, de que não comparecerão à festa do Centenário porque não foram convidados. Ora, temos o protocolo do convite oficial a todos os líderes da Convenção Geral (CGADB), bem como a todos os presidentes de Convenções Estaduais, inclusive da COMIEADEPA, que poderia ter sido convenientemente publicado no Mensageiro da Paz, caso houvesse interesse.

Apenas faço lembrar que, para a festa do Jubileu, toda a comunidade assembleiana soube do convite da Igreja-mãe pelo seu noticioso oficial. A diferença é que os tempos são outros, e os líderes, também; assim como os interesses pessoais de quem tenta contradizer a própria história.

Em terceiro lugar, gostaria de denunciar a convocação de uma festa paralela do Centenário “sem a Mãe”. Não é difícil imaginar as complicações de tal atitude. Imagine filhos que pretendam celebrar o Dia das Mães em grande estilo, porém, sem a presença da própria mãe.

Agora, pense na situação oposta, em que a mãe convida seus filhos para estarem com ela e celebrarem o seu dia, oportunidade em que poderiam lhe fazer uma justa homenagem. Mas os filhos se recusam, falam mal dela sem razão e, ainda por cima, preferem a primeira opção. Como uma mãe humana se sentiria nesses dois casos? E de que mereceriam ser chamados esses filhos? Não seriam, no mínimo, chamados de filhos ingratos? E do que mais?

Por último, gostaria de ressaltar o entendimento que temos de serem poucos, embora influentes, os que estão nessa incomoda posição de ingratidão para com a Igreja-mãe. A maioria, ou por respeito, ou por tristeza, ou mesmo por simples omissão, prefere ficar calada diante de tal absurdo. De sorte que muitos e legítimos “filhos da Mãe” virão a Belém e comemorarão conosco o Centenário com o qual Deus nos abençoou para sermos a “geração do Centenário”.

Estamos preparando uma grande Celebração ao nosso bom Deus. Os desafios do Centenário estão sendo cumpridos cabalmente, com a bênção de Deus. O nosso Centro de Convenções está em fase de acabamento, pela bondade e provisão do Senhor. A última vitória é o Museu Histórico Nacional, cujo prédio está sendo preparado para abrigar a Exposição do Centenário, quando teremos a oportunidade de “andar” pelo caminho dos pioneiros e de todos os que ajudaram a fazer a nossa história e criar a identidade assembleiana.

Desse modo, em nome da Mãe de todas as Assembleias de Deus no Brasil, comunico a todos os que pretendem vir a Belém para a festa do Centenário, que estamos de braços e corações abertos para recebê-los no amor de Deus Pai, na graça do Senhor Jesus Cristo e na comunhão do Espírito Santo.

Em nome da Igreja-mãe, parabenizo a todas as mães do nosso imenso e querido Brasil pela passagem do seu Dia, rogando as ricas bênçãos de Deus sobre todas as famílias.


Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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sábado, 30 de abril de 2011

Faltam 32 dias para o Centenário!



Estamos vivendo o Centenário

Estamos unidos em torno dos desafios do Centenário da nossa querida Assembleia de Deus, cuja vitória é de todos os que oram e se esforçam e contribuem com seus recursos. Embora falte apenas um mês (4 semanas ou 32 dias) para a nossa celebração, todos nós estamos a viver as emoções do Centenário. Já sentimos as ondas do poder de Deus se manifestando para abençoar toda uma geração que acredita no Deus Eterno que é capaz de usar o Seu povo para realizar grandes obras.

Diariamente, ouvimos de muitas operações de Deus em nosso meio, tanto em bênçãos espirituais como em suprimento financeiro. Alegra-nos o coração saber que muitas conversões a Cristo estão a ocorrer e que centenas de crentes têm sido revestidos do poder do Espírito, aqui e ali, de modo que, certamente, logo alcançaremos a meta de 20 mil conversões a Cristo, 10 mil batizados nas águas e 10 mil batizados no Espírito Santo. Precisamos nos esforçar para fazer um pouco mais, até que o desafio total seja vencido.

Já vencemos, há muito, o desafio de aumentar a quantidade anual de alimentos distribuídos a famílias necessitadas. Nossa meta era alcançar 500 mil quilos, mas já passamos dos 600 mil quilos. Agradecemos a todos os que se esforçaram para conquistarmos tal façanha. Trocando em miúdos, isso significa que a nossa Igreja distribui, por dia, mais de 1 tonelada e meia de alimentos aos famintos.

Graças a Deus e à cidade de Belém, a Avenida Centenário já é uma realidade. O nosso Museu está sendo preparado, quando muitas peças da nossa história serão expostas, numa caminhada retroativa de celebração dos feitos de grandes e conhecidos homens e mulheres de Deus, assim como de inúmeros anônimos.

Por outro lado, as obras do Centro de Convenções são a nossa maior preocupação e esforço de oração e laborioso trabalho. Embora falte pouco tempo, as obras estão em ritmo acelerado, e estamos crendo que Deus nos surpreenderá com abundantes suprimentos, para a inauguração ainda no prazo.

Entendemos pelo Espírito que a celebração do Centenário da Assembleia de Deus exige unidade em torno da vontade de Deus para a nossa geração. Isto já estava incluso na oração sacerdotal de Jesus, antes da sua morte, quando orou ao Pai e intercedeu “por aqueles que vierem a crer em mim” (o que nos inclui aqui em Belém e no Brasil) e buscou a unidade da Sua Igreja: “a fim de que todos sejam um”.

É inadmissível que obreiros, simples mortais que se chamam pelo nome do Senhor, sejam os próprios a lutarem contra a unidade pela qual Jesus orou e profetizou. Nessa oração, Jesus indica que era essa comunhão dos santos que daria veracidade e resultado ao nosso testemunho: “para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.20,21).

Não é aceitável que alguns dos líderes deste mesmo movimento sejam os primeiros a forçarem a barra para que a Igreja-mãe deixe de receber o reconhecimento de que é merecedora. Não é de pouca monta que a Assembleia de Deus em Belém seja a única que pode realizar o Centenário em junho próximo. Cremos que a vontade de Deus é que isto seja reconhecido, pois “a quem honra, honra”, e isto seja, igualmente, objeto de celebração ao Seu glorioso nome.

Sabemos que na comunhão dos santos em unidade, o pouco de cada um se junta para formar o muito que advém do milagre da multiplicação que só Deus pode efetuar, quando disponibilizamos os nossos poucos “pães e peixes” e os colocamos nas Suas santas mãos.

Portanto, conclamo a todos os assembleianos a deixarem de lado quaisquer diferenças e nos ajuntemos num só corpo e num único propósito, para celebrarmos juntos o Centenário e mostrarmos ao mundo a unidade que é devida e esperada desta Igreja do Deus vivo na Terra, para que o Senhor resplandeça sobre nós o Seu rosto.

Amada Igreja do Senhor, embora falte apenas um mês para a nossa festa, decerto já estamos vivendo o Centenário. Vamos, pois, manter a mobilização nos bairros, continuar orando e contribuindo, para que a glória do Senhor se manifeste no nosso esforço conjunto de culto e adoração ao Senhor. Desse modo, unidos em comunhão, vivamos o Centenário com amor e poderosa unção!

Prepare-se e venha celebrar conosco de 16 a 18 de junho próximo. Participe do nosso “Cenáculo” e seja poderosamente cheio do poder do Espírito Santo para a glória de Deus.

Nós somos a geração do Centenário!


Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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sábado, 23 de abril de 2011

Faltam 39 dias para o Centenário!




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Quando celebramos a Páscoa...

Ao chegar a Semana Santa, quando celebramos a Páscoa, temos sempre presente a opção de pensar no legado dessa festa de origem judaico-cristã e sobre a atitude que devemos ter para celebrá-la. Sabemos que muitos jamais o fazem. Assim, há os que celebram a Páscoa com a única preocupação dos quilos a mais que podem ganhar, obviamente por causa do excesso de chocolate.

Há também os que nutrem uma visão meramente comercial, com a possibilidade de bons negócios e dos lucros que possam auferir. Alguns poucos celebram-na sentindo-se mais próximos de Deus, contritos e arrependidos, mas com alegria espiritual e imensa gratidão pela obra redentora de Cristo. Outros há que não a celebram, antes a sofrem, se entristecerem, ou se privam das mínimas alegrias.

Quando pensamos em todas as movimentações que permeiam essa celebração e observamos os comportamentos e sentimentos demonstrados, podemos indagar o que Jesus poderia estar pensando das nossas motivações e atitudes. Será que Jesus se sente honrado com todas as manifestações que são feitas em Seu nome?

Sabemos que a Páscoa, originalmente, foi instituída como festividade símbolo da libertação de Israel do Egito, no evento conhecido como Êxodo. Nessa ocasião, um cordeiro era morto, comia-se sua carne numa reunião familiar, acompanhado de ervas amargosas e pão sem fermento. Essa celebração fazia parte da Antiga Aliança e apontava para o Cordeiro de Deus que seria morto pela humanidade.

Com Sua morte, Cristo instituiu uma Nova Aliança, celebrada com a Santa Ceia, comendo pão e bebendo vinho, que simbolizam o corpo de Jesus ferido e o Seu sangue derramado na cruz para salvar os pecadores.

Alguns religiosos colocam uma ênfase exagerada no sofrimento e morte de Cristo, como se a história tivesse parado nesse ponto, e nada falam da ressurreição. Em vez de alegria, há celebração da tristeza.

Ora, assim como a Páscoa dos judeus falava de libertação, também a Páscoa dos cristãos deveria falar alegremente da libertação que a morte e ressurreição de Cristo nos possibilitou. É isso que os evangelhos nos apresentam.

Por exemplo, no domingo, quando dois discípulos caminhavam para Emaús, com suas mentes embotadas pelos últimos acontecimentos da sexta-feira trágica, quando Jesus fora crucificado e morto, sua conversa girava acerca disso e de um novo “boato” que partira das mulheres.

O rumor de que Jesus havia ressuscitado se avolumava, mas debaixo de grande ceticismo. Nesse momento, Jesus se achega e pergunta o que lhes preocupava e sobre o que conversavam. Eles, perplexos, disseram: “És o único que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?”

E Jesus, sendo o único que realmente sabia de tudo, perguntou: “Quais?” E eles continuaram: “O que aconteceu a Jesus, que era profeta, poderoso em palavras e obras, e como as autoridades o condenaram e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem havia de nos redimir; mas depois de tudo, é já este o terceiro dia, e nada aconteceu. E algumas mulheres disseram que ele ressuscitou. Alguns dos nossos foram ao túmulo e viram que estava vazio, mas não o viram” (Lc 24.13-35).

Ao usarem todos os verbos no passado, mostram que estavam presos no pensamento da morte, fixados nas trevas da tragédia da sexta-feira. Isso lhes roubava a luz da ressurreição do domingo. Por isso, a ressurreição, para eles, era apenas uma “conversa de mulheres”. Mas Jesus toma a palavra, os adverte, e cita as Escrituras a Seu respeito, dizendo que embora Sua morte estivesse predita, esta não seria a última palavra, mas sim a vida eterna que a Sua ressurreição traria a todos.

Essa é essencialmente a mensagem da Páscoa: Jesus vive! Infelizmente, ainda hoje, alguns continuam curtindo as dores da morte de Jesus. Outros ficam apenas chocados pela crueldade dos que mataram o Filho de Deus. Outros, mesmo sem bases bíblicas, celebram com a alegria rasa de chocolates e comilanças.

Anos de “poeira” histórica fizeram com que a real dimensão da Páscoa fosse perdida. O sacrifício do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo foi o maior ato do amor divino em prol da humanidade. Lamentavelmente, alguns se embriagam de futilidades e se esquecem da tragédia da cruz e da glória da ressurreição.

Quando celebramos a Páscoa, precisamos saber que não podemos viver nos mesmos pecados pelos quais Jesus morreu. Precisamos conhecer o poder da Sua ressurreição, pois Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pe 1.3). Só assim a Páscoa será feliz com Jesus!

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
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