sábado, 30 de junho de 2012

Preparados para vencer as lutas da vida

Uma filha se queixou ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis. Ela não sabia mais o que fazer, estava cansada de lutar e queria desistir. Assim que ela resolvia um problema, um outro lhe surgia. Seu pai, um experiente cozinheiro, levou-a até a cozinha e encheu três panelas com água, colocando-as em fogo alto. Em uma colocou cenouras, em outra colocou ovos, e na última, café em pó. Esperou que tudo fervesse, mas permaneceu calado. A filha esperava impacientemente, imaginando o que ele lhe diria.
 
Algum tempo depois, seu pai apagou o fogo, retirou as cenouras e os ovos, e os colocou em um prato. Então colocou o café numa xícara. Virando-se para ela, perguntou: “Querida, o que você está vendo?”. “Cenouras, ovos e café” – ela respondeu. Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela o fez e notou que as cenouras estavam moles. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela retirou a casca e verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela provou seu aroma delicioso e perguntou: “O que isto significa, pai?”.
 
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte e inflexível. Porém, depois de ter sido submetida à água fervente, amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis e sua fina casca protegia o líquido interior. Mas depois, seu interior se tornou mais rijo. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois de fervido, havia mudado a água. “Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?” – ele perguntou.
 
Assim é a vida. Fulano parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha, perde sua força e torna-se frágil. Beltrano tem um coração maleável e um espírito dócil, mas depois de uma demissão, uma falência, um divórcio ou uma perda qualquer, torna-se ríspido e duro. Até parece a mesma pessoa, mas fica amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis. Cicrano, porém, enfrenta a vida com sobriedade. Embora as coisas se tornem piores, torna-se cada vez melhor e faz com que as coisas em torno de si também melhorem.
 
Qual é a diferença? A diferença está na atitude, se agimos ou reagimos. Deixar que os outros (ou as adversidades) determinem se devemos ser rudes ou corteses, se devemos exultar ou ficar deprimidos, é abrir mão do controle sobre a nossa própria personalidade, o único bem que realmente possuímos.
 
Quando interagimos com as pessoas, aprendemos desde cedo a agir e a reagir a certos estímulos, o que inclui as críticas dos despeitados, os maus tratos dos tolos, as insinuações dos maldosos, as provocações dos impiedosos, o desprezo dos insensíveis, e outras coisas. Essas adversidades corriqueiras podem nos tornar mais fortes ou destruir a nossa autoestima e desestabilizar toda a nossa vida.
 
O que faz a diferença é a nossa resposta, se agimos ou reagimos. Quando alguém reage, está partindo dos estímulos e não de suas convicções interiores. Por isso, é levado na enxurrada de emoções que os estímulos facultam, alterando a sua tessitura interior para responder aos mesmos. Nesse caso, são as circunstâncias que estão no controle, não a pessoa.
 
No agir pelas convicções corretas, contudo, parte-se da realidade do ser interior, não do que os estímulos externos insistem para que sejamos. Esse é o ponto de partida para que possa manter o senso de equilíbrio. Assim, em função de saber quem é e quais convicções possui, a pessoa recusa-se a retribuir o mal com o mal e se mantém “senhor” de sua própria conduta.
 
Jesus procedia desse último modo. Pedro testemunhou assim a seu respeito: “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2.21.23).
 
Pessoas que só reagem podem até conquistar algo na vida, mas serão reféns eternos de suas próprias amarguras interiores. Aqueles que seguem suas convicções e andam corretamente, mesmo que não consigam tudo, ao final terão a certeza de que ajudaram a melhorar a vida ao seu redor.
 
Estamos próximos do início das Olimpíadas de Londres, quando milhares de atletas lutarão por medalhas e buscarão honrar seus países. Esses exemplos nos servirão de metáforas vivas a nos indicar, como preconizou Gonçalves Dias, que “a vida é combate, que os fracos abate; que os fortes, os bravos, só pode exaltar”. Oro para que Deus nos ajude a ser fortes e preparados para vencer as lutas da vida.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CGADB - RMD

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sábado, 23 de junho de 2012

Destinados ao pódio da vida

O barão Pierre de Coubertin, ao apresentar à comunidade esportiva internacional a ideia de ressuscitar os Jogos Olímpicos, em 1892, cunhou a conhecida máxima: “O importante não é vencer, é competir”. Paradoxalmente, não é isso que os jogos olímpicos ensinam; nem mesmo a vida. Vencer não só é importante, é fundamental. Principalmente na vida.

Enquanto nas Olimpíadas vencer é algo para poucos, e os perdedores poderão se consolar em dizer que competiram, na vida ninguém se dará por satisfeito por ter apenas lutado. É uma lei fundamental da vida. Cada um tem de vencer. Não necessariamente os outros, mas principalmente a si mesmo. Dar o máximo de si, nada menos que isso, suplantar suas debilidades pessoais e subir no pódio da vida. Do contrário, se alguém se preocupar somente em suplantar os outros, gastará suas energias em vão e perderá o foco, infelizmente.

As qualidades das pessoas destinadas ao pódio da vida não podem ser medidas e estereotipadas; elas são, principalmente, qualitativas; pertencem à tessitura interior, são forjada no ardente forno da vida. Há, portanto, alguns passos que pavimentam o caminho de uma pessoa vencedora. Uma vez seguidos, funcionam como um mapa psicológico a mostrar o caminho da vitória. Ei-los a seguir:

É fundamental ter um sonho consistente. Algumas pessoas têm apenas fantasias, não sonhos. A diferença conceitual básica entre sonho e fantasia é que esta é apenas a imaginação fértil e solta. Mas para nesse ponto. Quando alguém sonha, há a ação correspondente de caminhar em direção à meta proposta, pois não consegue enxergar e viver a vida a não ser por esse prisma.

É preciso ter disciplina. Paulo escreveu referindo-se aos jogos romanos de seu tempo: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina” (1 Co 9.24,25). A verdade implícita é que se alguém quer ser vencedor e subir no pódio da vida, não poderá dispensar uma rígida disciplina nem o domínio próprio que caracteriza os atletas.

Mantenha os olhos fitos na meta proposta. Isso significa manter-se no caminho a despeito das situações adversas. Paulo assim descreveu como encarava a sua luta pessoal em função do reino de Deus: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”. E também: “Prossigo para o alvo, para o prêmio...” (1 Co 9.26; Fp 3.14). Assim, todo atleta deve ter uma meta definida: vencer! Do contrário, cumprir-se-á a máxima: “Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho leva, e não chega nunca!”

Seja perseverante. No final da vida, Paulo se via como um “gladiador” de Deus e como um “maratonista” de Cristo. Ele dizia: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4.7). Igualmente, a vida cristã é semelhante, em princípio, a um atleta que é observado por uma multidão de torcedores no estádio, como está escrito: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas... corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). Não adianta um atleta correr e vir a desistir antes de cruzar a linha de chegada. Na vida, também, não devemos desistir jamais; temos de vencer.

Lute segundo as regras. Muitos pensam que “os fins justificam os meios” e fazem qualquer coisa para burlarem as regras e se sagrarem vencedores a todo custo. O doping é uma característica própria de quem apenas se acostumou a “levar vantagem”. Paulo, ao contrário, afirmava que “nenhum atleta é coroado, se não lutar segundo as normas” (2 Tm 2.5). No esporte, esta característica é conhecida como “fair play”, ou seja, jogar limpo. Ademais, isso produz o salutar conforto de se poder deitar a cabeça no travesseiro com a consciência limpa e tranquila.

Aproveite as oportunidades. Um provérbio chinês diz: “Há três coisas na vida que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Alguém definiu a oportunidade como um corredor careca com apenas um tufo de cabelo na parte de trás da cabeça, passando a 200 Km por hora. É preciso pegar a oportunidade no momento em que passa, ou jamais se conseguirá. Assim é na vida.

Finalmente, lembre-se de que a distância a separar o vencedor do perdedor é mínima. Numa corrida de cavalos, a vitória pode ser por “uma cabeça”. Nos 100 metros rasos, décimos de segundos... e por aí vai. Por isso é que importa dar tudo de si e fazer o máximo possível, não o mínimo necessário.

Desse modo, mesmo que as batalhas da vida sejam difíceis, continue lutando, mantenha o foco, a despeito de qualquer obstáculo. Deus nos criou para sermos vencedores, nada menos. Jesus nos promete vida abundante (Jo 1.10). Entregue o seu caminho ao Senhor, siga em frente, sabendo que o pódio da vida lhe espera.

Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

sábado, 16 de junho de 2012

É Festa!



A Bíblia mostra que Deus gosta de ver o Seu povo celebrando vitórias, festejando conquistas, enquanto se alegra em Sua bendita presença. Não cometemos nenhuma heresia em dizer que “Deus é festeiro”, pois sabemos, como está escrito, que “a alegria do Senhor é a nossa força”. Deus se revelou assim ao povo de Israel e lhe instituiu várias festas, pois queria que o Seu povo festejasse e se alegrasse em Sua presença. Foi assim também com a Igreja, em seus primórdios, que vivia uma constante festa espiritual, a despeito das muitas perseguições.

Está escrito que os irmãos da Igreja Primitiva “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”, e que, por isso, acabaram “caindo na graça de todo o povo” (At 2.42,47). Esta Igreja só caiu na graça de todo o povo porque se tornou um canal das bênçãos de Deus para este mesmo povo a quem servia. Era exatamente assim que a Igreja Primitiva se movia, vivendo constantemente uma “festa” na alegria do Espírito Santo. Isso era demonstrado intensamente por eles enquanto serviam a Deus e a todo o povo com amor e integridade de coração.

A mensagem de esperança que pregavam indicava que povo podia contar com a Igreja, que o Senhor Jesus estava presente, que Deus se importava com as pessoas e as amava. Foi assim que uma Igreja, iniciada com cerca de cento e vinte pessoas, no Dia de Pentecostes, atingiu em pouco tempo uma multidão que ninguém podia contar.

Festejar as conquistas e celebrar as vitórias fazia parte daquela Igreja, assim como faz parte da vida da Assembleia de Deus desde a sua fundação, há 101 anos, quando os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com poucos crentes em Jesus, iniciaram esta grande obra, reconhecidamente o maior movimento pentecostal do mundo.

Celebramos no ano passado o nosso Centenário cheios de alegria e gratidão a Deus. Chegou o tempo de celebrarmos o 101º aniver­sário da Assembleia de Deus em Belém do Pará e no Brasil, agora como pioneiros de uma nova etapa histórica, pois somos os Pioneiros do Bicentenário.

Estamos prontos para receber a visita de pastores, caravanas e irmãos do interior do Pará e de todo o País, que vêm celebrar conosco mais este triunfo para a glória de Deus.

Esta Festa está sendo especialmente celebrada no Centenário Centro de Convenções, quando esperamos receber neste grande “Cenáculo” um poderoso derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Deus.

Louvamos a Deus porque, ontem à noite a Festa foi iniciada com um culto de louvor e ado­ração, no Centenário Centro de Convenções. Que Festa! Que glória! Logo depois, a Igreja participou de uma grande vigília, que começou às 22 horas e foi até de manhã, quando milhares de pessoas buscaram a Deus em oração, adoração e louvor, intercedendo por nosso País e nosso povo.

Fique atento para a nossa programação. Neste sábado, teremos Conferências (8h) e um grande culto de celebração a Deus (19h). Neste domingo, a começar pela manhã (8h), acontecerá o Grande Batismo Pioneiros do Bicentenário. À noite, teremos cultos de celebração a Deus em todos os templos da Assem­bleia de Deus em Belém. Segunda-feira, dia 18, quando é celebrado o Dia da Assembleia de Deus, vamos iniciar com Conferências (8h) e encer­rar celebrando um grande culto de louvor e gratidão a Deus (19h) no Centenário Centro de Convenções.

Mais uma vez, como parte dessa vibrante história, a missio­nária Boas Novas fará a cobertura de toda a nossa celebração, transmitindo “ao vivo” a programação para todo o Brasil.

Bem-vindos a Belém do Pará! Nosso ilustres visitantes podem dizer: “Vamos até Belém e vejamos as maravilhas que o Senhor nos deu a conhecer”. Você está especialmente convidado para celebrar o 101º Aniversário da Assembleia de Deus em Belém e no Brasil, com o tema “Pioneiros do Bicentenário”. Sendo você mesmo um pioneiro dessa nova caminhada, esperamos você e sua caravana, para juntos fazermos uma grande festa para Deus!

Você poderá celebrar conosco  e visitar os pontos turísticos e históricos da nossa saga assembleiana, conhecendo os locais que contam a história da Assembleia de Deus e que marcaram o nosso Centenário. Você terá disponível um Mapa Turístico de Belém especialmente organizado com esse pontos em destaque, podendo também visitar o Museu Nacional da Assembleia de Deus.

As autoridades estão especialmente convidadas para a nossa Festa. Agradecemos aos vereadores pela solenidade na Câmara Municipal, ocorrida nesta última quinta-feira, quando aquela Casa honrou a Assembleia de Deus e sua história.

O que mais nos anima, porém, é saber que a nossa Festa terá, como sempre, um ilustre personagem: Jesus Cristo! Ele com certeza estará presente, salvando, curando e batizando com o Espírito Santo! Você é bem vindo! É festa!



Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém

quarta-feira, 13 de junho de 2012

RAZÕES PARA NÃO MEXER NO ESTATUTO DA CGADB, AGORA!

1. Estamos mudando o estatuto a cada 2 ou 3 anos.  Não dá nem tempo conhecer e  praticar o estatuto vigente. É demais!

2. Está muito em cima da próxima assembléia geral e da eleição em abril de 2013,  na cidade de Brasília.

3. Não houve divulgação do texto pretendido para a reforma, de modo a permitir que as Convenções afiliadas e os convencionais conhecessem e discutissem previamente.

4. Reformar estatuto sem consultar as convenções e convencionais divulgando o texto é desrespeitoso e perigoso. 

5. Mudança frequente de estatuto e regimento interno dificulta o convencional conhecer seus direitos e deveres.

6. Nossa história prova que reforma de estatuto não discutida antes, traz surpresa desagradável.

7. Estatuto é a lei maior da CGADB, abaixo da Bíblia, não é normal  ser reformado sem amplo conhecimento e estudo.

8. Somente dois (2) membros da Mesa Diretora estavam  inscritos para essa Assembleia de reforma.

9. O projeto original e inicial de reforma está em secreto, é seríssimo e polêmico. Precisamos estar vigilantes!

10. Veja, abaixo, cópia das páginas 21 e 22 do manual entregue aos convencionais em Maceió, sobre reforma frequente de estatuto e sobre a eterna polêmica que envolve o credo.