quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cartas lidas por todos

Há algum tempo soube de um Juiz de Direito que usava adesivos no carro de infratores como forma de encorajar a boa conduta ao volante. Ele dava duas opções às pessoas acusadas de dirigirem alcoolizadas.

A primeira opção era colocar a seguinte mensagem nos pára-choques dos veículos: "Este carro pertence a um motorista bêbado já condenado". E qual era a segunda, a qual quase todos os infratores preferiam? Ora, esta consistia em inscrever-se no programa de tratamento para alcoólatras.

E por que a escolha dessa opção era tão óbvia? Porque a maioria das pessoas preocupava-se com o que os outros pensariam e queria manter uma boa imagem. Obviamente, ninguém gostaria de ser pego no contrapé de seu próprio mau comportamento, em vendo isto se tornar "publicidade". Em sã consciência, ninguém gostaria de ter publicamente exposta a deformidade de seu caráter e ser motivo de chacota dos outros.

Ah, com certeza, nenhuma pessoa de bom senso, ao ser flagrada num comportamento abjeto, gostaria de ser constrangida publicamente. Esse receio de constrangimentos se aplica também a muitos comportamentos inaceitáveis. Por exemplo, ninguém gostaria de andar por aí com uma placa nas costas com mensagens como:

"Fique atento: eu gosto de trapacear e de levar vantagem."

"Tenha cuidado: sou dominado pela luxúria e não pelo amor."

"Perigo: sou um cristão que não gosta de oração e de ler a Bíblia."

"Cuidado: sou um filho de Deus que adora fofocar e criar intrigas."

"Atenção: não costumo cumprir a minha palavra."

"Cautela: não preciso de eleitores; eu vou fraudar as eleições mesmo!"

"Preste atenção: sou um cristão de fachada, sou pior do que o descrente."

Pense se o Juiz fosse o próprio Deus, e Ele lhe designasse uma placa dessas! Há, portanto, uma pergunta que teima em não calar: se Deus nos designasse uma placa assim, nosso interesse pessoal pelo respeito dos outros poderia de algum modo evitar que revelássemos a nossa verdadeira condição espiritual?

A forma como respondemos a essa pergunta diz muito a respeito de nosso senso de dignidade diante de Deus e dos homens.

O problema é que dignidade é um artigo raríssimo numa terra acostumada a ver tanta injustiça do poderoso contra o fraco; tanta frouxidão moral em nome do politicamente correto; tamanha apatia espiritual diante da banalização da vida.

Dignidade é decência, é decoro. É isso que gera a autoridade moral que se recusa a dobrar-se diante da injustiça. É isso que produz a honestidade banhada de honra e respeitabilidade e, por fim, faz nascer a autoridade que enfrenta a desonra e a mentira.

Dignidade é também respeitar a si mesmo; é ter amor-próprio, é agir pelo brio do caráter, não pelo brilho do aplauso.

Nem sempre as pessoas julgam corretamente, pois geralmente se baseiam nas aparências. Mas uma coisa é certa: Deus sempre nos julga corretamente. Por isso, o apóstolo Pedro ensina: "Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação" (1 Pe 1.17).

O que as pessoas veem em nossas vidas são muito mais que "placas". Na verdade, somos como "cartas" lidas por todos. É isso que o apóstolo Paulo ensina a respeito dos discípulos de Jesus: "Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens" (2 Co 3.2).

A mensagem que levamos às pessoas são as nossas atitudes e ações, efetivadas na vida pública ou privada que levamos. O que fazemos na intimidade de nosso lar ou em algum recôndito da nossa discrição importa tanto a Deus como o que fazemos publicamente.

Diante disso, temos de responder a essa pergunta incômoda: como cartas lidas por todos, é possível que temamos a opinião de Deus menos do que temeríamos a opinião dos outros?

Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" - http://www.oliberal.com.br/

quinta-feira, 23 de abril de 2009

É chegada a hora!

Hoje é dia de marcarmos a história de nossa Igreja e escrevermos um novo momento na CGADB!

É a oportunidade de mostrarmos, com nosso voto, que queremos uma Convenção marcada pela transparência, pelo respeito, pela obra missionária! Uma convenção que avance e faça o Brasil ver que somos a maior igreja do país e devemos ser reconhecidos como tal!

No discurso feito ontem ficou claro o respeito que temos por todos aqueles que escreveram a história de nossa Igreja desde o início dela até hoje! Ao longo de minha vida aprendi lições fundamentais com pastores experientes e sei que devemos respeitar e honrar estes homens de Deus!

Mas nós também devemos estar atentos ao tempo de Deus! A continuidade traz diversas consequencias negativas. Quem permanece muito tempo no poder acaba perdendo sensibilidade para tratar com liderados e atenção com alguns dos deveres existentes. Prova disso é que nesta AGO percebemos várias áreas em que nossa Convenção precisa melhorar.

Com muita humildade, oração e coragem nos colocamos à disposição dos convencionais para enfrentar o desafio de presidir a CGADB. Você tem hoje liberdade para ir às urnas e votar segundo sua consciência! Através do seu voto podemos construir juntos uma Convenção que glorifique a Deus e eleve o nome da Assembléia de Deus à posição que merece.

Sigamos firmes rumo à vitória, certos de que “Deus não nos tem dado espírito de medo, mas de coragem, de amor e de moração!”

Samuel Câmara


Propostas e Oração marcam discurso

O discurso do Pastor Samuel Câmara impactou os convencionais presentes na plenária de ontem (22/04) à tarde. Uma oração de joelhos com milhares de pastores encerrou a participação do Pastor Samuel no tempo reservado para a fala dos candidatos à presidência da CGADB.

No início do discurso, o Pr. Samuel homenageou pastores experientes que influenciaram seu ministério, como seu sogro e fundador do IBAD, Pr. João Kolenda Lemos, seu pai, Pr. Severo Câmara, o Pr. Alcebíades Vasconcelos, a quem sucedeu na presidên-cia da Igreja em Manaus, e o Pr. Firmino Gouveia, de quem recebeu o pastorado da Igreja em Belém.

Após reconhecer e elogiar o trabalho dos pastores que construíram a história da Igreja, o Pastor Samuel falou aos presentes sobre a necessidade de uma liderança com força para assumir a grande responsabilidade de continuar escrevendo a história da denominação. No discurso o Pastor Samuel também afir-mou ter DNA assembleia-no e compromisso com a identidade da Igreja, negan-do toda e qualquer insinuação contrária.

Além de afirmar não querer ficar além do tempo regimental na presidência da CGADB, o Pastor Samuel lembrou que a geração da qual faz parte tem sido submissa aos resultados das eleições, sem movimentos de divisão como os que aconteceram em décadas passadas.

Ao concluir o discurso, o pastor Samuel Câmara disse ter o sonho de construir uma “Assembléia de Deus forte, transparente, com a Convenção a serviço da evangelização e do trabalho missionário”, além dos pontos propostos da equipe “CGADB pra todos” .

Na conclusão dos 15 minutos permitidos para o discurso, o Pastor Samuel Câmara convocou a todos os pastores presentes para uma oração de joelhos pela Assembléia de Deus no Brasil e pelo resultado da eleição desta quinta, sendo acompanhado pelos milhares de pastores que estavam na plenária.


terça-feira, 21 de abril de 2009

A verdade sobre as urnas do Anhembi 2007

Processo Judicial demonstra que líderes cometeram injustiça!

“Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 12.2)

Logo após a Eleição da CGADB, em São Paulo (19/Abril/2007), para justificar o tumulto que ocorreu no Anhembi, com a falência do sistema eletrônico de votação e a utilização do voto manual com cédulas, o órgão oficial da Assembléia de Deus no Brasil, o jornal Mensageiro da Paz (Edições: Maio/2007 e Junho/2007), trouxe várias matérias assinadas por diferentes autores apontando o responsável por aquele incidente lamentável.

Como se sabe, os autores dessas matérias apontaram Samuel Câmara como o único responsável. Mas estariam eles dizendo a verdade?

Qual é a verdade? Para responder a esta pergunta, vamos aos fatos ocorridos depois desse evento.

A MICROBASE, empresa contratada para efetuar a eleição eletrônica, entrou com uma ação judicial de Cobrança contra a CGADB (Processo: 583.00.2007.208900-2, 27ª Vara Cível do Foro Central, São Paulo) alegando não ter recebido a quantia acordada.

Em sua defesa, a CGADB fez uma série de ponderações (alegações do que, a seu ver, é a verdade dos fatos). A Justiça, então, constituiu um perito, o Engº Eletrônico Lupercio Rodrigues Haro Junior, para examinar os serviços prestados durante a eleição e emitir o competente Laudo Pericial.

Baseado no que ambas as partes alegam como “verdade de justiça”, assim como o que consta no Laudo Pericial, vamos contrapor o que foi publicado no Mensageiro da Paz e deixar que a VERDADE venha à tona e, finalmente, seja estabelecido o verdadeiro responsável por aquela lamentável bagunça.

Note que na contestação da CGADB a MICROBASE é chamada de AUTORA, e a CGADB, de RÉ ou REQUERIDA. O Pastor José Wellington Bezerra da Costa é o presidente da CGADB. O Pastor Flauzilino dos Santos era o Coordenador da Comissão responsável pela votação eletrônica. O Pastor Wagner Gaby era o Presidente da Comissão Eleitoral.

Vamos, então, às perguntas e respostas, a seguir:

PERGUNTA 1

Por que as urnas do Anhembi não foram totalmente usadas?


Veja o que dizem:


PASTOR FLAUZILINO DOS SANTOS, NO MENSAGEIRO DA PAZ:

Foi um erro de programação (...) que poderia ter sido solucionado em 30 segundos em cada uma das sessões. Porém, houve uma consulta aos candidatos e um deles, o pastor Samuel Câmara...

Para ler a notícia completa acesse:

http://www.adbelem.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=79:a-verdade-sobre-as-urnas-no-anhembi&catid=89:noticias-de-vitoria

Jornal Voz da Assembleia de Deus 01